Contribuir com a formação acadêmica do/as discentes que atuam ou pretendem atuar no Programa Institucional para o desenvolvimento na Infância - ACOLHER, da PROEXAE/UEMA, tendo como eixo discursivo "A infância e Suas Especificidades".
terça-feira, 2 de junho de 2020
Fases do Desenvolvimento da Sexualidade Infantil
O artigo intitulado de Freud, Klein, Lacan e a constituição do sujeito, produzido pela Daniela Paula do Couto aborda as fases psicossexuais da criança, ideias essas postuladas por Sigmund Freud, pois em seus pensamentos o mesmo trazia que a sexualidade estava presente desde a infância, concluindo que as crianças apresentam prazer em algumas atividades do cotidiano que estão diretamente ligadas ao corpo, como por exemplo a sucção, ou seja, a criança obtém prazer em seu próprio corpo e não em algo externo. É importante ressaltar que as fases do desenvolvimento resultam num processo de pôr em ação mecanismos de proteção, cada fase refere-se a uma etapa do desenvolvimento da libido.
A fase que dá início ao processo da sexualidade infantil é a oral, onde se inicia desde o nascimento da criança até um ano e meio, a sua zona erógena é a boca, pois ela sente prazer na sucção do leite materno, mas visto que o recém-nascido não terá a mãe sempre a disposição, então ele passa a sugar partes do seu corpo e depois há a substituição por objetos quaisquer como chupeta por exemplo, nesse período o bebê leva tudo a boca é a partir dela que ele começa a conhecer o mundo à sua volta. Nesse estágio, quando a criança é pouco gratificada pode haver resquícios no seu comportamento como a agressividade, sadismo, aproveitadoras etc, já a criança muito gratificada nesta fase pode se tornar, obsessiva, ingênua, passiva etc. Então essa concepção mostra que o bebê pode ser prejudicado, tanto com o excesso, quanto quando são limitadas.
A segunda etapa é a anal, onde a criança começa a apresentar essa fase dos 18 meses aos 3 anos de idade aproximadamente, a sua zona do prazer é o ânus, é nesse estágio que ela sente satisfação na expulsão, retenção e manipulação das fezes podendo controlar sua evacuação, assim também a mesma tem a sensação de controlar seus impulsos. A partir de um tempo a criança substituia manipulação das fezes pela massa de modelar, o barro, a massa de pão etc. As sequelas obtidas nesse estágio podem ser percebidas na idade adulta, na forma como os sujeitos direcionam sua vida econômica tornando-se consumista ou bondosos (na expulsão), econômicos ou mesmo avarentos (na retenção), e em relação a sua personalidade quando há retenção anal, o indivíduo pode se tornar controlador e compulsivamente obcecado por limpeza, já quando a expulsão anal sua personalidade pode vim a ser bagunceira, rebelde etc. Logo é observável que as marcas de cada estágio não desaparecem totalmente, pois cada uma integra a outra.
A terceira fase do desenvolvimento da líbido, é o período fálico que ocorre entre os 3 aos 4 anos e sua zona erógenas são os órgãos genitais. Nomeia-se estágio fálico por causa do pênis (=falo) é o principal objeta de interesse das crianças. Na menina, o clitóris é o correspondente feminino do pênis, nesta fase há o desejo da criança ver os órgãos genitais de colegas e de exibir os próprios, assim como o desejo de manipulação dos mesmos, esse período também pode ser chamado de edipiano, onde Freud situa o aparecimento de uma relação triangular singular entre pai, mãe e filho que caracteriza o complexo de Édipo esse nome originou-se na tragédia grega Édipo-rei, escrita por Sófades.
Desse modo o complexo de édipo trata de uma relação de amor que tem como objeto o progenitor do sexo oposto, mãe no caso do menino, pai no caso da menina, há impulsos de rivalidade e ciúme do progenitor do mesmo sexo, mais também chega o momento em que o garoto que antes se identificava com sua mãe que sentia ciúmes e inimizade com seu pai que e tido como rival, passa a identifica-se com ele. A não remediabilidade desta etapa levara o sujeito a crescer em ressentimento para todos as figuras de autoridade. E quando se trata do desenvolvimento das meninas inicialmente há uma ligação especial com o pai e quando ela percebe que não tem pênis, e cria sentimentos hastes contra a mãe, como se sua progenitora fosse a culpada dela não ter nascido com a mesma genitália de seu pai, mais assim como acontece com o menino há a resolução de conflitos quando a garota suprime seu desejo pela pai, desiste de rivalizar com a mãe e passa a identificar-se com ela, e no caso da não resolubilidade a menina pode vim a ter alucinações e delírios paranoicos assim como também a ausência de interesse legítimo pelo mundo externo. E fim é perceptível que tanto a criança do sexo feminino quanto o masculino vencem o sentimento de culpa e medo diante de um rival superior e poderoso (pai e mãe), então ela transforma a rivalidade em identificação, ou seja, em desejo de ser como o pai ou a mãe antigos rivais, por isso esta etapa é de fundamental importância para o psiquismo da criança.
A fase de latência é dos 6 anos de idade à puberdade é o período de regressão de conteúdos sexuais, onde a criança passa a participar de atividades socialmente aceitáveis, é a partir dai que começa o desenvolvimento do Superego e de habilidades sociais e intelectuais e dos valores e papéis culturalmente aceitos.
A última fase começa na adolescência, no fim do período fálico, a sua zona de pulsão sexual são os órgãos genitais, sendo seus objetos o pênis e a vagina, e eles satisfazem seus desejos sexuais nas ligações emocionais com pessoas opostas ao seu sexo. Nesse estágio eles não levam os relacionamento sexuais à sério, não tem respeito, nem compromisso, apenas sentem desejos sexuais. Também eles não apresentam prazeres só nos seus familiares, mas em outras pessoas que tem certas semelhanças com elas.
As fases do desenvolvimento infantil segundo Piaget
Piaget foi um notório psicologo que começou a ter um grande interesse pelo desenvolvimento cognitivo de crianças a partir do momento que começou a trabalhar em um centro educativo para meninos.
Enfase Educacional. Piaget e as Fases de Desenvolvimento. Disponível em <https://youtu.be/x--74EvyuBg>
Referências
COUTO, Daniela Paula do. Freud, Klein, Lacan e a constituicao do sujeito. Psicologia em Pesquisa, UFJF, Janeiro-Junho, 2017.
COUTO, Daniela Paula do. Freud, Klein, Lacan e a constituicao do sujeito. Psicologia em Pesquisa, UFJF, Janeiro-Junho, 2017.
sexta-feira, 7 de fevereiro de 2020
Vídeos do Youtube
O Youtube está repleto de informações do campo educacional que são essenciais para a formação de profissionais que buscam compreender a infância nos seus variados aspectos. Desta forma, será compartilhado links com os participantes do blogger, objetivando complementar ainda mais o conhecimento sobre este tema.
- https://youtu.be/RKpu_7qcK1s
- https://youtu.be/wnrJzJCnAr8
- https://youtu.be/xgWFOKF-4oQ
- https://youtu.be/hP2DMHpQNJo
- https://www.youtube.com/watch?v=2RZtUo1Odw0&list=PL2Y-yQG32y6v8jQmqk5Ulf1bLRZBqx6ld
- http://pedagogiacomainfancia.blogspot.com/
Espero que os vídeos tenham deixado algo significativo para todos os participantes do blogger, tendo ainda almejado profundos elementos norteadores que serão importantes para a compreensão e para a formação de cada integrante desta ferramenta.
segunda-feira, 23 de dezembro de 2019
Os primeiros passos na construção das ideias e praticas de Educação Infantil
A delimitação da história da educação infantil por pesquisadores de vários países tem demonstrado que a concepção de infância é uma construção histórica e social, e nesse período estavam ocorrendo diversas discussões sobre a criança e o desenvolvimento infantil.
Desse modo a educação da criança pequena em creches e pré-escolas, onde práticas educativas e conceitos básicos foram construídos com bases em situações sociais concretas, começaram a surgir os debates para as regulamentações e leis.
Então, ao longo dos séculos, o cuidado e a educação das crianças pequenas era responsabilidade familiar, sobretudo da mãe e de outras mulheres. Logo após o período de amamentação a criança era vista como pequeno adulto e quando encerrava o período de dependência, para atender suas próprias necessidades físicas passava a ajudar os adultos nas atividades rotineiras e assim aprendia o essencial para o convívio social. Nas classes mais privilegiadas as crianças em geral eram vistas como objeto divino, secreto e sua transformação em adulto se fazia pelo direto aprofundamento no ambiente doméstico.
A creche é um termo francês que significa manjedoura, presépio. O termo asilo nido equivale ninho que abriga. "Escola Materna" foi uma nova designação usada para referir-se ao atendimento de guarda e educação fora da família a crianças pequenas. Durante muitos anos a educação da criança pequena era restrito exclusivamente ao contexto doméstico, porém aos poucos foi surgindo a necessidade de ambientes que prestassem o cuidado devido aqueles crianças em condições desfavoráveis, porque a maioria eram abandonadas e necessitavam de locais para abriga-se, na Idade Antiga eram chamados de lares substitutos, já na Idade Média quem era responsável por esse recolhimento eram as entidades religiosas, então as idéias de abandono, pobreza e caridade nesse período impregnam, a precariedade de atendimento a esses menores, e que por muito tempo vão permear determinadas concepções acerca do que é uma instituição que cuida da educação infantil, ressaltando o lado negativo do atendimento fora da família.
Dessa forma nos séculos XV e XVI, foram criados novos modelos educacionais pelo fato da sociedade européia está em constante desenvolvimento científico, a expansão comercial e as atividades artísticas, ocorridos no período do Renascimento e tudo isso foi um estimulo para surgir novas visões sobre a criança e como ela deveria ser educada. Erasmo (1465-1530) e Montaigne (1483-1553) foram autores que sustentavam que a educação deveria respeitar a natureza infantil, estimulando assim a atividade da criança e associar o jogo à aprendizagem.
Em consequência a todos as transformações na Europa de uma sociedade agrário-mercantil em urbano-manufatureira ocasiona conflitos e guerras constantes entre as noções, por condições sociais adversas, especialmente para o segmento infantil, já que muitas crianças eram vitimas de pobreza abandono e maus tratos em razão disso foram organizando serviços de atendimento, ao qual eram coordenados por mulheres da comunidade, a crianças pequenas abandonadas por suas famílias ou quando os pais trabalhavam em fábricas e minas resultante da Revolução Industrial.
Gradualmente apareceram organizações mais formais para recebimento de crianças fora da família em instituições de caráter filantrópico, onde eram organizados situações para o pleno progresso infantil de acordo como o destino social da criança era pensado crianças pobres de 2 ou 3 anos eram incluídas nas charity schools ou dame schools ou écoles petites criadas na Inglaterra, França e outros países europeus. Essas instituições não tinham uma proposta instrucional formal mesmo que logo passassem a praticar atividades de canto, de memorização de rezas ou passagens bíblicas e alguns exercícios de pré-escrita ou pré-leitura. Tais ações eram voltados para o desenvolvimento de bons hábitos de comportamento, a internalização de regras morais e de valores religiosos.
Aqueles pioneiros presumia que, como crianças nasciam sob o pecado era dever da família e na falta dela a sociedade corrigi-las desde pequenas. Eles defendiam um rigoroso planejamento do tempo nas escolas, mesmo aquelas que atendiam crianças pequenas, com uma rotina de atividades a serem observadas cotidianamente ressaltando sempre a ideia de auto disciplina, a leitura e a escrita, eram ensinadas a partir dos 6 anos ainda que dentro de um objetivo de ensino religioso, exemplo disso eram as "escolas de tricô" (kntting Schools) criadas pelo pastor protestante Oberlin na região da Alsácia francesa, no final da metade do século XVIII, onde as mulheres da comunidade tomavam conta de grupos de crianças pobres e ensinavam a ler a bíblia e a tricotar.
Outras iniciativas levaram a criação de instituições para atender crianças acima de 3 anos filhos de mulheres operárias. Eram asilos e as Infant Schools, assim como as Nursery Schools, surgidas em Londres com o objetivo de combater as péssimas condições de saúde das crianças da classe desfavorecida daquela cidade, há registros de crianças de 3 anos frequentando classes iniciais da escola obrigatória, embora em uma parcela muito reduzida.
O básico ensinado ai filho do operário era obediência, moralidade, devoção e o valor do trabalho, sem falar que muita das turmas eram compostas por 200 crianças nas salas de asilo parisienses que foram disseminados pela Europa e chegavam até a Rússia, eram recorrentes que grupos com até 100 crianças obedecessem comandos dos adultos dados por apitos.
Com todos os acontecimentos que ocorreram, como a Revolução industrial contribuíram para gerar condições para formulação de um pensamento pedagógico, para era moderna e assim começaram a se tornar mais intenso as discussões sobre a escolaridade obrigatória em vários países da Europa nos séculos XVIII e XIX dando ênfase a importância da educação para o desenvolvimento social, nesse período a criança passa a ser o centro do interesse educativo dos adultos, começou a ser vista como um sujeito de necessidades e objetos de cuidados, tendo assim um período de preparo para ingressar no mundo dos adultos, o que torna a escola como instrumento fundamental, pelo menos para quem tinha condições de frequenta-lá, porque isso não acontecia com as crianças dos extratos sociais mais pobres, pois as elites políticas sustentam que não seria correto para sociedade como um todo que se educassem as crianças pobres, as quais eram submetidas apenas um aprendizado de uma ocupação, porém alguns reformadores protestantes defendiam a educação como um direito universal.
Esse clima influenciou no trabalho dos pioneiros da educação pré-escolar que visavam descobrir novas formas de obediência da criança que eliminassem as punições físicas, até então de uso corrente.
Autores como, Rousseau, Pestalozzi, Decroly, Froebel e Montessori entre outros, estabelecem as bases para um sistema de ensino mais centrado na criança e muitos deles se envolviam com questões sociais críticas (órfãos de guerra, pobreza) e buscavam elaborar propostas de atividades em instituições escolares que compensassem eventuais problemas de desenvolvimento.
Um olhar sobre as novas propostas educacionais
Comênio (1592-1670), educador e bispo protestante checo. No seu livro A escola da infância, publicado em 1628, afirmava que o nível inicial de ensino era o "colo da mãe" e deveria ocorrer dentro dos lares. Em 1637 ele fez um plano de escola maternal em que recomendava o uso da materiais audiovisuais, como livros de imagens, para educar crianças pequenas.
Em oposição ao ideário da Reforma e da Conta-Reforma religiosas no curso na Europa, o filósofo genebrino Jean Jacques Rousseau (1712-1778) criou uma proposta educacional em que combatia preconceitos, autoritarismos e todos as instituições sociais que violentassem a liberdade. Ele se opunha à prática familiar vigente de delegar a educação dos filhos a preceptores, para que estes os tratassem com severidade, e destacava o papel da mãe como educadora natural da criança. Rousseau revolucionou a educação de seu tempo ao afirmar que a infância não era apenas uma via de acesso, um período de preparação para a vida adulta, mais tinha valor em si mesma.
As ideias de Rousseau abriram caminho para as concepções educacionais do suíço Pestalozzi (1746-1827), que também reagiu contra o intelectualismo excessivo da educação tradicional. Ele considerava que a força vital da educação estaria na bondade e no amor, tal como na família, e falava também que a educação deveria cuidar do desenvolvimento afetivo das crianças desde o nascimento. Pestalozzi destacou ainda o valor educativo do trabalho manual e a importância de a criança desenvolver destreza prática.
As ideias de Pestalozzi foram levadas adiante por Froebel (1782-1852), educador alemão, no quadro das novas influencias teóricas e ideológicas de seu tempo- liberalismo e nacionalismo. Influenciado por uma perspectiva mística, uma filosofia espiritualista e um ideal político de liberdade, criou em 1837 um Kinderganten ("jardim-de-infância"). Os jardins-de-infância divergiam tanto das casas assistenciais existentes na época, por incluírem uma dimensão pedagógica, quanto da escola que demonstrava ter, segundo o autor constante preocupação com a moldagem das crianças, praticada de uma perspectiva exterior. Froebel também partia da intuição e da ideia da espontaneidade infantil, preconizando um auto-educação da criança pelo jogo, por suas vantagens intelectuais e morais, além de seu valor no desenvolvimento físico. Elaborou canções e jogos para educar sensações e emoções, enfatizou o valor educativo da atividade manual, confeccionou brinquedos para a aprendizagem da aritmética e da geometria, além de propor que as atividades educativas incluíssem conversas e poesias e o cultivo da horta pelas crianças.
REFERÊNCIAS:
ARIÈS, Philipe. História social da criança e da família. Rio de Janeiro: Zahar, 1981.
COMÊNIO, João Amos. Didática magna. Rio de Janeiro: Simões, 1954.
INCONTRI, Dora. Pestalozzi: Educação e ética. São Paulo: Scipione, 1997.
LARROYO, Francisco. História geral da pedagogia. São Paulo: Mestre Jou, 1954. torno II.
NICOLAU, Marieta Lúcia Machado. A educação pré-escolar. fundamentos e didática. São Paulo: Ática, 1989.
ROUSSEAU, Jean-Jacques. Emílio ou da educação. São Paulo: Difusão Européia do livro, 1968.
Assinar:
Postagens (Atom)











